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Conto Companheiro

Cara, fiz de novo! Não tomo jeito...

Mas por que tinham que me perguntar, logo eu que não sei mentir? Tive que dizer o que pensava do conto, oras, tudo pra não confundir. Contrariei então minha decisão, não dar pontos em contos terceiros. O resultado, porém, foi bom: compreenderam meu momento primeiro.

Sinto, mas um conto que do meio já revela o fim, venhamos e convenhamos, só posso considerar um conto ruim. Até mesmo EU não escapo a este critério, pois “a verdade será sempre a verdade, dita por Agamenon ou seu porqueiro”. Pode até estar bem escrito, estruturado não tal mal, mas se em nada surpreende nem incomoda no final, sei lá, algo assim sem sal sem isso só pode ser um conto mau... Cara, eu sou mau!!

Você pode até pensar que sou doido ou masoquista, fato é que A-D-O-R-O  quando contistas me maltratam assim, digo: enrolado na pele do leitor,  levo chute no traseiro e fico sem saber o que se passou, mas depois entendo o companheiro. Ah, esqueci dos tapas. E nada de beijos se o conto não é de amor.

E tem que ser um golpe certeiro, mas tão certo sem dar tempo de esboçar outro furor, que não seja abrir a boca, de espanto, babando prazer pra no fim: “Cara, que conto legal! Tô vendo estrelas contadinhas!”, algo que eu chamo de ápice literário, ou melhor: clímax – pra não chocar os enrustidos – nada que ver com idade ou sexo, tá?, algo metafísico.

Sensações assim tive ao ler Machado, Cortázar, García Márquez, também autores outros, magistrais. Acontece, vez ou outra, de eu sair por aí meio louco, caçando contos que me digam algo pra ler. E na maioria das vezes sem procurar encontro, contos que me dominam e apanham de jeito, jeito de texto que sabe prender!

Esse tipo de conto luto pra ser. E desta sina contada nem penso em fugir... E a paga de tudo isto? Imenso prazer em ler e jogar. Coisa boa é apanhar de um conto e quem tiver seus contos bestas (como eu de quando eu vez) sinto muito, vai ter que me entender! Sou um conto malandro, sincero e companheiro.

Cara, eu fiz de novo! Será o santo conto que eu não tomo direção?!


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Helena Frenzel
Enviado por Helena Frenzel em 07/10/2010
Reeditado em 07/10/2010
Código do texto: T2542848
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Helena Frenzel
Alemanha
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