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DESAFIO LITERÁRIO - "DIVERSAS FASES DA LUA": Uma Novela Mexicana

Nascera de quina pra lua a Lua, bonita e gostosa que só!

- RRosé, yo te amo, RRosé!! Te quiero tanto... RRosé, no no me dejes, no me dejes... RRosé!! RRosé!!

Assim nos acordou a todos, a Lua, logo na primeira madrugada.

Gritava ao celular com alguém que supus ser seu amado e que, pelo jeito, devia estar do outro lado do mundo. Como mulher é bicho solidário, não faltou ombro nos dias seguintes para que Lua, Luarama, chorasse as mágoas.

- No pasa nada! No pasa nada! Ahora es todo nuevo! Luna nueva y luego un nuevo amor. Es lo que necesito para olvidar de una vez ese hijo de puta!

Festas da lua nova, pares novos.

Eis que um convida a outra para sentar e bebericar:

“(Só tem chopp)
Desce dois, desce mais...”

“Aí
Blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá
Ti-ti-ti, Ti-ti-ti, Ti-ti-ti“

E mais tarde, no quarto (crescente):

“Mas realmente
Mas realmente
Eu preferia
Que você estivesse
Nuaaaaaaaaaaaaaaaaaa...”

E Lua nos contava:
-Ah! Lindo, maravilloso, hasta bajo el agua nuestro amor era más gustoso.

Só que aí, de repente, tudo aconteceu:

Lua encheu, tédio cresceu. Em um (dos muitos) luais que fizemos, Lua foi pega num eclipse total, oculta lá com um caboco, ao que todo mundo avisou:

“Lua, vai com calma...
E o Fulano?”

“Ah!” – foi a resposta.

E mais tarde, por volta de quatro da manhã, o caboco da festa, “borracho”, bêbado feito um gambá – gambá bebe?! - acordou todo mundo no prédio, gritando por Lua desde lá de baixo. Não teria “pasado nada”, como ela gostava de dizer, não fosse o Fulano estar com ela no quarto, agora minguante, e ter sido também acordado pela “Serenata de Amor” do “Sonho de Valsa”, que nada tinha a ver com a doçura dos bombons da Garoto nem com a cremosura da via “Lacta”. Muito pelo contrário: o que se seguiu foi de uma baixaria sem tamanho.

“Amor, ¿que tienes? Estás tan nervioso...”

“Nada! nada! nada! nada! nada!”

E no final da fase:

“Você não soube me amar!
Oh, Baby, não!”

Isso foi o que o Fulano lhe disse.

Lua minguou. E agora? Nem mel, nem cabaça: Fulano deu no pé e o caboco acordou do porre sem lembrar de Lua, nem de mais nada, e sumiu.

- Cuando estoy borracha, no soy gente. ¡Pero hay esperanza!

Era hora de Lua se renovar:

- Ah, o velho “RRosé”...

- RRosé, yo te amo, RRosé!! Te quiero tanto... No, RRosé, no no me dejes, no me dejes... RRosé!! RRosé!!

Acompanhei esse ciclo de capítulos por uns seis meses. Faz tempo não escuto nada de Lua, mas parece que a coisa não mudou muito não...

"Meu namoro é na folhinha
Mulher de fases" (1)

***

(1) Trecho de Mulher de Fases, Raimundos.

Ao longo do texto: trechos da canção “Você Não Soube Me Amar” (Blitz) de Evandro Mesquita, Guto, Barreto e Zeca Mendigo

***

Desafio proposto por
Flávio de Souza - Minhas Luas
http://www.recantodasletras.com.br/contosdeterror/1572628

Réplicas dos colegas:

Maith - No Mundo da Lua
http://www.recantodasletras.com.br/humor/1563697

Suzana Barbi
As Fases da Lua
ou
Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos
http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/1587463

Fábio Codonho - Simplesmente Fases
http://www.recantodasletras.com.br/contos/1565437

Josadarck

Michele CM - Teoria da Conspiração
http://www.recantodasletras.com.br/contosdeficcaocientifica/1566941

Isak damasio

Alex Ribeiro - Lua de Fases
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/1565198

Ian Morais - Irmã Lua
http://www.recantodasletras.com.br/cordel/1574102

Victor Meloni - Amioácido
http://www.recantodasletras.com.br/contosdeterror/1576802







Helena Frenzel
Enviado por Helena Frenzel em 28/04/2009
Reeditado em 12/05/2009
Código do texto: T1564540
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Helena Frenzel
Alemanha
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