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Ivy, Um Conto de Amor

Não, não era todo dia que ela podia ser feliz, nem era toda hora e quase nunca. Quando ele apareceu ela permitiu que aquela antiga luz fizesse seu coração pulsar fortemente e se deixou levar pelo sentimento de amor que sentia.
Ivy nunca era meio termo, ou amava demais, ou sofria demais e, portanto, se entregaria sem conter seus impulsos. Poderia até se dar mal, mas seguiria em frente, estava cansada de ficar sozinha.
Ele não parecia ser o tipo de pessoa fácil de se amar, mas a solidão que ela sentia a empurrava para seus braços e permitia que a esperança inundasse seu coração. Se iria dar certo ou não, pouco importava, o que Ivy queria era amar e ser feliz.
Com o passar dos dias, mais convicta de seus sentimentos, ganhou confiança e se declarou completamente, entregando seus segredos, seus medos e sua vida sem medir consequências.
O nome dele era Petrus, entrou na vida dela de forma casual e com sua personalidade forte a envolveu loucamente. Passava segurança, era decidido e tinha um sorriso que qualquer garota ficava desarmada. Quanto mais o tempo passava, ele demonstrava ser o cara, aquele que supriria todas as necessidades do coração solitário da jovem Ivy.
Já completamente apaixonada e envolvida com Petrus, sonhava com um futuro cheio de alegrias, um casamento eterno regado a paixão e muito amor. Sua mente viajava constantemente em fantasias mirabolantes e em todos os seus planos, Petrus estava lá.

Ele estava atrasado e isso a deixava ansiosa, Petrus era sempre pontual e o pior era que não respondia as mensagens enviadas insistentemente por Ivy através do seu desgastado telefone celular. Estava ficando nervosa, a ansiedade a comia por dentro e ela não sabia onde ele estava.
Passou mais de uma hora, nada do amado chegar, estava desesperada. Ligou, mandou mensagens e nada de obter uma resposta. Seu coração apertado deixava fluir pelo seu corpo e alma uma sensação ruim.
Ela ficou sentada em um banco do shopping onde marcaram de se encontrar por mais de três horas. Estava chorando, temia pelo pior e mesmo assim ainda sonhava, queria que tudo não passasse de um inofensivo contratempo.
Tremia, esfregava as mãos e o silêncio de Petrus a feria como nunca. Ele muitas vezes demonstrava que gostava de ficar calado refletindo, mas deixá-la esperando sem dar notícias ou satisfações era extremamente preocupante.
Quase quatro horas depois de uma espera angustiante, ela recebeu uma mensagem que mudaria tudo. Seus olhos não acreditavam no que estavam lendo, sua alma e seu corpo não compreendiam o significa daquilo.
Abaixou a cabeça, colocou as mãos sobre ela e se encolheu naquele banco. Chorava copiosamente sem entender o que aquela simples mensagem contendo uma palavra significava. Sentia que estava na mais completa escuridão, seu coração em trevas fazia com que seu corpo tremesse sem parar. Era impossível conter as lágrimas e Petrus não estava ali, nunca mais estaria.
Olhou mais uma vez para seu velho celular, sem entender o significado daquela única palavra. A única coisa que entendia era que estava só, novamente acompanhada de um único sentimento chamado Solidão.
Seus sonhos estavam mortos, seu futuro não existia e Ivy não encontrava forças para se sair daquele lugar. O amor é algo que muitas vezes nos desarma, que nos imobiliza para depois nos atirar no chão.
Ela estava só, sentindo-se abandonada, frustrada e perdida nos escombros de tudo que sonhou. Ela estava morta, sentia a putrefação de tudo que tinha sonhado invadindo suas esperanças. Ela estava perdida, perdida ao não conseguir entender a simples mensagem que dizia Adeus...
Paulo apenas
Enviado por Paulo apenas em 13/08/2017
Reeditado em 13/08/2017
Código do texto: T6082475
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Paulo apenas
São Paulo - São Paulo - Brasil
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