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Curtir a vida
Publicado por: Poetinha Igor
Data: 12/01/2017
Classificação de conteúdo: seguro
Créditos:
Texto, voz e edição de som: Igor Oliveira Ferreira (25/09/2015)

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Texto

Curtir a vida (25/09/2015)

A vida no mundo, na sociedade é dura: trabalha-se muito, se ganha menos do que o merecido, e o que se quer no final de um dia ou semana, senão aproveitar o tempo livre? Então “curtir a vida” é o que há para a maioria das pessoas, que só procuram a sensação de estarem vivas e serem recompensadas, mas dependendo de como curtem, desperdiçam; e há muitas formas de desperdiçar a vida: pode ser passando horas na frente de uma televisão, pode ser bebendo ao ponto de perder a sanidade, pode ser adorando uma criatura, pessoa ou objeto; pode ser perdendo a razão para ter razão à força, pode ser se entregando ao entorpecimento sem afeto e sem propósito do prazer pelo prazer. Então, descobre-se o vazio das ações sem propósito, o vazio de fugir de uma realidade que sempre volta.

Então brilha a luz da verdade, aquela que muda a sua realidade de dentro para fora, e não de fora para dentro, como vinha tentando em vão e por tanto tempo. Então você descobre os roubos, a destruição e os enganos que sofreu ouvindo a sociedade, fazendo o que todo mundo faz, quem sabe pensando como quase todos pensam. Não tem algo errado com o mundo? Mesmo as criancinhas sabem e sofrem este fato. Mas fomos ensinados pela sociedade, a manter a sociedade funcionando, claro. Então quem serve a quem? A casa existe em função do morador, e não o morador em função da casa.

Outra vez a luz verdadeira chama para fora, a falsa para dentro. A escravidão é um peso, um beco, uma limitação. A injustiça é um degrau impossível de subir, muito alto para descer em segurança. Então o próximo, que pode ser bem próximo, não consegue estar lado a lado contigo, e nem você com ele. Aquele degrau é tão desproporcional, que vocês mal conseguem se ouvir, que dirá se entenderem. A ambição, o orgulho, o medo, e o ressentimento transformam a beleza da acareação, do pedido de perdão, da troca de consciências e do crescimento, numa tarefa sempre trabalhosa para quem desconhece a importância de se dar ao trabalho de amar.

Existe uma voz além da própria emoção, do próprio desejo que nos enfraquece, e mesmo da própria razão distorcida por tantas mentiras ditas e aceitas por comodidade: a voz da paciência, a voz da bondade, a voz da pureza (que não é e nem pode ser egoísta), a voz da humildade. Utopia? Note que as crianças não ligam tanto para presentes quanto para a justiça, para o tratamento justo. Então você já pode se arrepender e entender que o sentido da vida é viver para sempre, porque mesmo nos recantos mais distantes do cosmos, o sentido é a harmonia, a permanência, a justiça, a inerente inteligência que está em cada galáxia, sistema solar, planeta, pedra e partícula conhecida ou desconhecida; está em nós, e estaria sem pessoa alguma para testemunhar, mas seria um desperdício, por esta razão, que a perfeição se manifestou em meio à imperfeição da sociedade construída mediante a natural certeza aterrorizante da morte corporal, que é a primeira e a derradeira das limitações, superada mediante a lei da morte, por aquele que ressurgiu dos mortos para instituir a lei da vida.

Parece complicado, mas é tão simples quanto a salvação, que é a promessa da vida eterna feita por boca que nunca mentiu aos que crucificam a própria carne e os excessos insanos desta sociedade, dando crédito tanto ao enviado quanto ao que o enviou, no sentido de obedecer às instruções, conselhos e mandamentos que cooperam com um reino diferente do corrupto atual, mas que é incorruptível segundo a perfeição daquele que o criou para nos abrigar, e resgatar definitivamente da atual jornada, permitida para que quando se manifestar em um “assombroso basta” às tolices desta sociedade e de seu imperador obscurecido, reconheçamos sem medo àquele que reconhecerá as boas obras daqueles que o seguem.

Então curtir a vida, vencer na vida, é procurar fazer a coisa certa para com todos, entendendo que aos poucos falharemos menos, e percebendo que as falsas alegrias não se comparam à alegria de uma boa consciência, sem rebeldia e verdadeiramente humana, ou melhor, divina.
Poetinha Igor
Enviado por Poetinha Igor em 12/01/2017
Código do texto: T5880317
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Sobre o autor
Poetinha Igor
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