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Poder Judiciário ‘Desgraçado’. O PT radicaliza.

Poder Judiciário ‘Desgraçado’. O PT radicaliza.
Poder Judiciário ‘Desgraçado’. O PT radicaliza.0
Milton Biagioni Furquim
Milton Biagioni Furquim
Juiz Direito Vara Civil Infância e Juventude na TJMG
Poder Judiciário ‘Desgraçado’. O PT radicaliza.



O Senador Lindbergh Faria, também conhecido como ‘Lindinhu”, no VI Congresso do PT, em São Paulo, realizado em abril pp, com seu típico discurso paranóico, como sempre, disse alto e bom som, que irão ganhar as eleições de 2018, e fazer de cara um grande programa de reformas populares, e dentre suas citações, deixou clara a necessidade de, também, reformar o Estado brasileiro, em especial, se referindo ao Poder Judiciário, como “esse Poder Judiciário desgraçado” e, ainda, a “desmilitarização da Polícia Militar”, porque a Polícia faz guerra ao cidadão desprotegido.

Mas afinal quem é esse sujeito uai? Lindbergh Farias é o ‘estudante’ que nunca foi estudante ué. Apesar de ser um líder estudantil, Lindbergh Farias não chegou a se formar. Tentou medicina e direito, mas não conseguiu ir até o fim. Por que? A intenção do cidadão era ter fama com a situação política complicada do País na época e ele conseguiu. Após o fim da liderança estudantil, ele conseguiu se eleger deputado federal por 2 mandatos consecutivos. Após isso, foi eleito e reeleito prefeito de Nova Iguaçu (RJ), e é atualmente Senador da República pelo PT.

Foi sim, um grande enganador e quanto a isso, tornou-se expert. O Senador, temos que reconhecer, foi notável como uma das lideranças dos caras-pintadas que fizeram o impeachment de Collor. Líder estudantil da UNE tornou-se famoso nacionalmente e, com o impeachment de Collor alcançou a fama desejada, conseguindo admiradores em razão de sua retórica convincente. Foi uma liderança, na época, dos ‘caras-pintadas’, movimento estudantil que sacudiu politicamente o País no começo dos anos 90, pedindo a saída do “caçador de marajás” Fernando Collor.

Já quanto a vida política, lembramos que, seu começo político foi no PC do B, partido que seu avô fazia parte, depois foi para o PSTU antes de se firmar no PT. Apenas coincidência que todos seus partidos são de esquerda? E tem uma quedinha pelo socialismo/comunismo? Tentou, mas não conseguiu, se eleger para governador do RJ.

A vida política de Lindbergh Farias é bem recheada. Mas o recheio não é agradável. Pelo menos para os seus eleitores. Seu nome está sempre envolvido em algumas “cagadas” do PT. Será que fazer “cagadas” é algo que está nas entranhas de quem se filia ao partido ou é algo patológico do próprio partido? Só lembrando que seus bens encontram-se bloqueados pela ‘Justiça Desgraçada”.

Pois bem. Um ponto mais desabrido do discurso de Lindbergh Farias foi sua fala sobre o Poder Judiciário chamando-o de ‘desgraçado’. Uai, ‘desgraçado’ é aquele que está em desgraça; é um desventurado ou um infeliz. Ainda pode ser tido como pouco ágil, desajeitado ou inábil.

Ora, sabemos que sua fúria em relação ao Poder Judiciário é porque, bem ou mal, em especial o Senador ‘Lindinhu’, está preso, atado a processos por envolvimento com a corrupção, aliado, às condenações de suas lideranças exatamente pelo assalto ‘sem dó’ aos recursos públicos, brincando e fazendo pouco caso da inteligência dos pacatos brasileiros. Então, nada mais cômodo do que atribuir a culpa pela sua e dos demais partidários ou não, pelas suas desgraças, ao Poder Judiciário (juízes).

É difícil crer que a mentalidade petista de Lindbergh, permitisse, por exemplo, decisões judiciais contrárias aos interesses do PT, como as pedaladas e o sigilo colocado nos gastos da Presidente Dilma e do investimento do PT em ditaduras, como Cuba e Angola. Vale-se da típica carrada de clichês que só funcionam para a liderança, como falar que é um golpe com o beneplácito do Poder Judiciário.

Reformar esse Poder ‘Desgraçado’, referindo-se ao Poder Judiciário, sem no entanto dizer minimamente no quê consiste a tal reforma é, no mínimo dar provas de que, ao proferir tal discurso, devia estar ‘babando’ e com os ‘zóios esbugaiadu’ como dissera outro colega Senador Ronaldo Caiado.

Não vamos ousar afirmar que onde tem trigo não possa existir o joio. Claro que sim, uai.

Com o tempo, evidentemente, se pôde perceber que o único plantio em que a existência do trigo era mínima e com menor percentual, e o restante era realmente o joio, era a plantação das não findas promessas infundadas, mentirosas e cheia do semear do ódio. As promessas do Partido dos Trabalhadores (PT)!

Confesso que fiquei enojado com discurso de ódio do desvairado Senador ‘Lindinho’, assim ferindo nas entranhas as instituições brasileira, principalmente, o Poder Judiciário brasileiro, isto é, o ‘Poder Desgraçado’.

Senador, é vero que pulsa de dor a ferida que tanto o aflige, o seu envolvimento nos crimes veiculados na imprensa, e robustos novelos de inquéritos que envolvem frontalmente a sua pessoa.

Lamentamos, e como lamentamos, que nas cortes desse País hajam pessoas que não premiam às leis escritas nos anais dos livros regimentais favorecendo um grupo isolado, como foi o caso do ex-ministro da Casa Civil, o senhor José Dirceu, por manobra em Portugal dias antes de ser lavrado a soltura do mesmo em disciplina de comunhão pelos senhores Arlindo Chinaglia e o Ministro Gilmar Mendes que fora fotografado.

Confesso, realmente, na existência, em qualquer instituição, de pessoas descomprometidas com a ética, verdade e compromisso com a nação. Minúsculo Senador, afirmo e reafirmo, que nas instituições brasileiras temos a existência de mais trigo que o joio, que é bem diferente do plantio da horta da qual a sua pessoa faz parte.

Mais respeito ao Poder Judiciário, pois repito, em que pese as mazelas que possa existir e existem, ainda é o Poder mais confiável dentre os demais. O menos corrupto, com certeza.

Deste modo tenho orgulho de ser Juiz e, portanto, de ser membro do Poder Judiciário que de ‘desgraçado’ nada tem, mas o contrário, é um Poder abençoado se compararmos com os demais, em que pese muita coisa deva ser feita cortando na própria carne.

Assim, parafraseando um colega, digo ao ‘Lindinhu’ que o Poder Judiciário, através do juiz é, acima de tudo, o garantidor dos direitos fundamentais, um destemido em busca da ordem, da legalidade, da honra e da liberdade. A magistratura é a mais bela das profissões.

Tenho orgulho de ser juiz. Tenho orgulho de ser juiz num país em que nós – Poder Judiciário, somos a tábua de salvação e a luz no fim do túnel para a imensa maioria da sociedade. Tenho orgulho de ser juiz, ainda que a sociedade e a imprensa, muitas vezes, nos considere os maiores algozes e responsáveis pela miséria e calamidades pela qual passa a sociedade.

Tenho orgulho de ser juiz, ainda que tenha dispensado energia em prol da celebração da maior expressão da democracia, e os eleitos no pleito acabem perdendo o cargo em decorrência de ação de improbidade julgada, por mim mesmo ou por meus colegas, posteriormente, em defesa silenciosa da sociedade.

Tenho orgulho de ser juiz, quando defiro uma liminar capaz de salvar uma vida ou fornecer um medicamento a quem precisa.

Tenho orgulho de ser juiz, ainda que o imposto que eu cobre não seja aplicado, por quem de direito, em serviços públicos para a sociedade e acabe servindo para fins escusos e tenhamos, mais uma vez, que usar a nossa missão constitucional em defesa silenciosa da sociedade.

Tenho orgulho de ser juiz, pois tenho certeza de que não sou Deus, dono do mundo e nem mesmo perfeito. Sou apenas um ser humano que trabalha e se preocupa, silenciosamente, em fazer o bem para a sociedade, não obstante reconheça as minhas limitações naturais de ser humano.

Tenho orgulho de ser juiz por sentir-me um eterno namorado da Justiça, ao contrário do Senador Lindbergh Faria que não pode e não tem condições de ter e saber como é esse sentimento (orgulho), pois inimaginável sentir-se orgulhosos de estar envolto com as falcatruas e a corrupção que nos deixa perplexos.

Extrema, 10/05/17.

Milton Biagioni Furquim – Juiz de Direito

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Milton Furquim
Enviado por Milton Furquim em 19/05/2017
Código do texto: T6003478
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Sobre o autor
Milton Furquim
Monte Sião - Minas Gerais - Brasil, 63 anos
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