IMAGINAÇÃO
A imaginação é mais importante
que o conhecimento
(Albert Einstein)
 
A força mais poderosa do mundo é a imaginação. Qualquer coisa que imaginarmos se torna realidade. O quadro mental imaginado vai para o subconsciente e este responde automaticamente ao quadro que se imaginou. Não há limites para a imaginação.
A mente responde a milhares de situações e, no entanto, é sempre a mesma. Por isso, temos liberdade de pensar qualquer coisa para nós ou para os outros. Se há um limite, ele não está na mente e sim em nós, que limitamos nossos pensamentos. A lei mental não nos dará nada de graça se nós, conscientemente, nada quisermos. Para recebermos alguma coisa, teremos de dar alguma coisa em troca. Para receber da mente, em nosso meio físico, amor, abundância, saúde e felicidade, teremos de lhe dar o equivalente em pensamentos: amor, abundância, saúde e felicidade.
Toda ação que praticamos é antes imaginada. Se quisermos mover agora o dedo do pé, primeiro pensaremos em movê-lo, em seguida a ação física será praticada.
Para entendermos que os pensamentos são reais, vejamos este exemplo: imaginemos estar numa praia maravilhosa, observando as ondas do mar, maravilhados com o céu azul, sentindo o vento nos nossos cabelos, sentindo também nossos pés afundando-se na areia. Vejamos as gaivotas voando rasantes sobre as águas... Em seguida, imaginemos que estamos entrando numa funerária e sintamos a mudança que acontece no nosso íntimo.
Para que nossos pensamentos se tornem realidade, teremos que visualizar, sentir o que pensamos.
Percebemos a mudança ao passarmos, em imaginação, da praia maravilhosa à funerária.
Essa é a sensação que deveremos perceber em nossos pensamentos. Pensamentos agradáveis, de amor, abundância, saúde, liberdade, etc. Mas sintamos verdadeiramente esses pensamentos; acreditemos que os estamos vivenciando. Imaginemos abraçando, cheio de felicidade, nossa mãe, nosso pai, esposa, esposo, filhos, irmãos. Vejamos todos eles na tela dos nossos pensamentos. “Nada é bom ou mal em si, isso depende de nossos pensamentos”, disse Shakespeare.
No mundo em que vivemos, ou doutrinamos os nossos pensamentos, ou eles nos doutrinarão. É melhor doutriná-los a deixar-nos doutrinar. Inicialmente, obriguemos os nossos pensamentos a serem obedientes a nós. Até mesmo para tornar a mente mais lúcida, há vários exercícios que nos ajudarão.
Imaginemos nossa mente como um enorme depósito. Neste depósito, milhões de gavetas. Se há alguma ideia que queiramos agora ou da qual precisaremos mais tarde, mentalmente abramos uma gaveta de um determinado lugar do depósito e arquivemos tal ideia aí. Quando precisarmos da ideia, é só ir ao arquivo buscá-la.
Outro exercício mais fácil para ir doutrinando a mente é lembrar os nomes das pessoas associando-os a outros nomes. Suponhamos, por exemplo, que sejamos apresentados a uma garota cujo nome é Joana. Depois que ela for embora, reflitamos sobre o nome por um instante e façamos associação, por exemplo, a Joana d’Arc. Se a associação for bem feita, ao encontrá-la novamente, lembraremos automaticamente do nome Joana d’Arc para identificá-la. Suponhamos também que encontremos alguém chamado João. Associemos este nome a João Paulo II ou a um parente que tenha esse nome. E assim por diante.
Utilizando a Imaginação, há uma regra básica a ser considerada: a crença.
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A Força Interior em Ação. Abel Brito e Silva. Ed. Paulinas. Pg. 15